Eclipse em Sagitário, esta noite...

É curiosa a minha atracção por estes fenómenos, como os eclipses, e mais uma vez irei relatar os acontecimentos da lua vermelha desta noite desde o amanhecer do Pacífico até o anoitecer da América do Sul.

E esta noite vamos presenciar mais um eclipse lunar, o segundo deste mês. Estamos num período de eclipses sucessivos, temos três, começando por 1 de Junho, 15 de Junho e 1 de Julho, a ultima vez que ocorrera um fenómeno semelhante foi em 2000. Os habitantes do sudoeste do continente africano, sudoeste da Europa e sudeste da Ásia irão ter a melhor visibilidade de todo o Eclipse em que o início da totalidade será pelas 20h GMT, prolongando-se desde desde as 17h GMT até as 22h GMT.

Tal como tinha explicado num post do eclipse anterior do solstício de Inverno, o eclipse lunar, ao contrário do solar pode ser visto ao olho nu, pelo que o fenómeno ocorre na umbra do globo terrestre, e nunca ninguém se queimou olhando para a lua. Já agora para a tristeza da América do Norte e o nordeste da Ásia, não poderão ver este eclipse, mas já tinham visto o de 1 de Junho em Gémeos.


 Mais tarde, em 1 de Julho os nossos amigos do Oceano Índico e Antárctica poderão usufruir do último eclipse solar, em Caranguejo, do verão até ao solar 25 de Novembro em Sagitário deste ano.


Fonte: http://eclipse.gsfc.nasa.gov

Depois de 372 anos...


Amanhã, 21 de Dezembro, começa o Solstício de Inverno. E como muitos já repararam, coincide com a lua cheia que está predominante nos céus agora. Isto será só mais um eclipse lunar, tirando o facto da última vez que isso aconteceu foi à 372 anos atrás, em 1638, às 1:12 a 2:47 UT com o solstício ocorrendo 14 horas depois no mesmo dia.

Um eclipse lunar ocorre quando a lua se encontra na sombra do globo terrestre em relação ao Sol, deste modo no seu oposto. Esse alinhamento fará com que a lua receba pouca luz e fará com que a sua cor fique de um vermelho ocre durante a madrugada. Deste modo na zona GMT 00:00, o eclipse dará início às 5:30 AM e irá aparecer amarelada. O eclipse lunar será total quando estará completamente na sombra às 7:40 AM começando às 6:30 AM.
Ao contrário do eclipse solar, o eclipse lunar não reflecte raios solares e não necessitamos de nenhum equipamento para observar/apreciar o eclipse.

Unicamente, nesse período de tempo podemos observar a presença da lua e do sol. Chama-se esse fenómeno de selenehelion (selene=lua e helion=sol; caráetcres da mitologia celta)
Porém em geral, eclipses geralmente estão ligados com o ocultismo e o mistério, não necessariamente de um lado bom. Muitos mitos contavam que os eclipses lunares ocorriam devido a uma criatura sobrenatural (cão, dragão, baleia...) que literalmente engolia o Sol. Enfim, os eclipses eram considerados um problema e uma desordem natural.
Mas vale a pena assistir um acontecimento raro como este.

P.S. O clima pode ser factor que não poderá favorecer a visibilidade desejada do fenómeno. Favor consultar o mapa de visibilidade global do eclipse com um clique.

V Capítulo "Noite à volta da fogueira" parte I

Já nas alturas seis pernas balançavam alegremente no mesmo ramo. Por sorte, era grosso e forte o suficiente para aguentar a nós três. Afinal consegui subir até uma altura que alcançava o Seth.
- Isto é lindo… - suspirei com os olhos na paisagem.
- Vais ver muita coisa com os irmãos Dorian, Thelminha.
- Pffffff… – gracejou Cyrus. - Poupa-me, Seth!
Já devia estar pelas três da tarde, o sol já estava a tocar no cume das montanhas no horizonte. E a paisagem tinha uma gama de cores quentes e suaves.
Ao longe eu podia avistar o Rio Burned, e a norte o acampamento, já estavam a levar os planadores para guardar. Já estava calor. É como se estivéssemos dentro de uma estufa, porque a temperatura era arrebatadora. E veio-me uma ideia brilhante á cabeça.
- Que tal reunir-mos algumas pessoas e
irmos dar um mergulho no rio?
Os dois viraram-se para mim perplexos com os olhos brilhantes.
- És um génio, Thelma!!!!
- Há… não sou nada... Mas vocês realmente não têm calor?
- É como se lesses a nossa mente. Estava a pensar se podia encontrar um glaciar por aqui. Está mesmo calor. Talvez chova daqui a uns dias...
- Então do que estamos à espera? Vamos lá molhar as cabeças! – O Cyrus terminou com um ágil descer da árvore, deslizando pelos ramos abaixo.
Senti-me perdida, não tinha reparado muito o quanto eu subi, e a cabeça já andava à roda. O medo tomou conta de mim.
- Seth… ajuda-me…por favor….
- Hey, rapariga! Que é isso? Os teus olhos estão às voltas! Vá lá, respira fundo. Agarra-te nas minhas costas.

Obedeci cegamente, mesmo que isso não foi uma ordem. Pendurei-me nas costas fortes de Seth e senti-me grudada a seu corpo, de tanto medo que tinha nesse momento.
Mal pus os pés no chão, sentei-me.
- Thelma? O que foi?
- Ela deve ter problemas com alturas…
A reconfortante voz dos rapazes me fez melhor. Porque isso tinha que acontecer agora? Sou mesmo uma bebé! Tenho medo de alturas, sim. Mas nunca disse isso a ninguém. Se eu dissesse… seria o meu fim. Temo ainda mais de alguém dizer algo a respeito. Por isso senti-me super envergonhada com o que o Seth disse. Embora a minha postura foi mesmo evidente.
Voltei a mim, depois de uns cinco minutos. E os rapazes puderam levar-me à minha bicicleta.
- Consegues fazer isso.
- Se não puderes, não o faças. O rio pode ficar para amanhã.
- Não se preocupem comigo, rapazes. Obrigada. Vocês são uns queridos. Mas acho melhor eu aguentar-me em pé.
- Não precisas fazer isso. Podemos ir a pé, o acampamento é apenas a um quilómetro daqui.
- Ok, como queiram meus cavalheiros.
O caminho foi mais breve do que eu pensava. Mas eles tinham razão. Eu estava tonta e não podia subir na bicicleta nesse estado. Seria o mesmo que ficar para trás. Chegado ao acampamento reparei no grupo sentado em um circulo, com alguém a atear a fogueira e Kyra vindo ao meu encontro.
- Oh, my God! Thelma! Onde estiveram? Ela está ferida? Alguma coisa aconteceu???
- Calma, Kyra. Estou óptima! Estivemos a trepar árvores.
E vi o terror nos olhos dela.

- Não devias, Thelma! Sabes disso…é perigoso. Podes cair ou… – disse-me quase inaudívelmente mas com atitude. Ela sabia. E nem foi preciso contar. E eu detestava isso.
Passamos a noite a volta da fogueira, a contar histórias. Os mais velhos preferiam histórias de terror. Eu fiquei apenas por ouvir. Não tinha nada para contar mesmo…
- Então ela correu para a clareira da floresta, tentando ter uma visão mais ampla do seu atacante. Ela virou-se o viu…!
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!! VIU O QUÊ?
- Ela viu que era o terrível monstro da floresta que segue o cheiro das meninas indefesas e inocentes que se atrevem a encarar o escuro da noite selvagem.

- E como era esse… monstro? – perguntei sem demoras.
- Era enorme!!! Tinha 2 metros de altura os seus cascos eram fortes e reflectiam o brilho da lua e das estrelas. A sua pele era forte e grossa, quase impenetrável. E quanto mais escuro fica, mais cruel ele e. Quando começa a clarear ele toma as suas presas e leva-as para onde ninguém jamais pode ir…! Porem, ele pode ser capturado e morto. Apenas lhe de um tiro numa noite de lua cheia com duas balas de aço.